A sua história:
Mathias F. ChapmanHá muitos séculos, uma tribo indígena nativa, chamada Chincha, utilizava-se da carne e pele das chinchilas e também, desde aquela época, criava chinchilas como animais de estimação. (Surgiu daí o nome Chinchilla ou Chinchila).
Em 1918, Mathias F. Chapman, trabalhava no Chile como coordenador de mineração e ganhou de presente de um índio chincha um animal (chinchila). Achou muito interessante o pequeno animal e baseado em suas experiências com ele, desenvolveu uma planta para capturar mais desses animais e conseguir transporta-los para os Estados Unidos.
A princípio, a sua ideia era procriar chinchilas para vender como animais de estimação, mas, futuramente, considerava a hipótese de procriá-las para o mercado de peles.
Em 1919, começaram então as buscas por capturas deste animal, para que pudesse criar uma população e então, procria-los para venda.
Esta busca não foi nada fácil e mesmo após capturadas as chinchilas morriam no transporte, devido a mudança de altitude, por falta de água ou mesmo pelo modo que eram transportadas. Sendo assim, com 23 caçadores á procura, a busca durou 3 anos.
Então, Chapman começou a tomar cuidado com o transporte dos animais, criou gaiolas de madeira grandes para elas, estudou uma forma de faze-las adaptarem-se a mudança de altitude e clima. Após a árdua procura em lugares diferentes, entre vitórias e frustrações, conseguiram levar para os Estados unidos apenas 11 chinchillas, entre espécies diferentes, capacitadas para reprodução, as quais sabe-se que, apenas 3 eram fémeas.
Mathias F. Chapman, faleceu em 26 de dezembro, de 1934, onze anos após ter começado a domesticar as chinchilas. Toda sua experiência e trabalho com as chinchilas, resultou literalmente no nascimento de uma grande indústria das mesmas.
Anos adiante, apareceram mais algumas chinchilas de outras espécies, mas pode-se dizer que a maioria dos animais, chinchilas, existentes hoje, surgiram através dos 11 chinchilas capturados pelo Sr. M. F. Chapman.
É sabido que, algumas das chinchilas capturados por ele, viveram mais alguns anos após sua morte. Um dos seus animais viveu aproximadamente 22 anos, após ser capturado.
Uma das chinchilas capturadas por Mathias F. ChapmanCaracteristicas físicas:
As chinchilas possuem uma pelagem muito bonita e macia, devido a isso é cada vez mais frequente a utilização da sua pele em casacos usados pela alta sociedade, que por sinal têm preços elevadissímos. O seu pelo é 20 vezes mais fino que um fio de cabelo e é tão denso que evita o aparecimento de parasitas, tais como piolhos, pulgas, entre outros.
As chinchilas podem ter diferentes cores e tamanhos, podendo pesar de 400 até 1000 gramas. Mas, tudo isso depende de uma série de fatores, como a carga genética e alimentação, dentre outras coisas. Sua pelagem natural é cinza. As demais cores são classificadas como mutações.
Sendo bem cuidadas e tratadas, as chinchilas podem viver de 15 a 20 anos.
Quanto ás suas capacidades sensoriais:
Visão: As chinchilas não veem muito bem, justamente por serem animais noturnos e tendem a visualizar melhor o preto e branco.
Audição: Esses bichinhos possuem uma excelente audição, são muito desconfiados e escutam até o menor ruído.
Olfacto: Os seus bigodes são o melhor sentido das chinchilas, são super sensíveis, e auxiliam-nas no olfato!
Tacto: Por serem animais roedores, estes bichinhos possuem dentes bastante afiados. São também animais muito curiosos, e que, unindo essas duas características, costumam roer tudo que está ao seu alcance.
O seu comportamento:
Há que lembrar que as chinchilas são animais muito capturados na natureza, por isso, são muito receosas em relação aos humanos. Também não são cães e nem gatos, por isso, não gostam de ser apanhadas. Elas têm vontade própria e são excelentes animais de estimação, desde as suas características sejam respeitadas. Portanto, não espere que logo de início a sua chinchila se deixe acariciar ou que se vá deitar logo ao seu colo.
As três formas de defesas mais comuns em uma chinchila são:
- Morder as pessoas quando se sentem ameaçadas.
- Soltar pelos (por isso, é recomendável que se pegue por baixo ou pelo rabo para que ela não caia ou soltar os pelos);
- Esconderem-se em locais onde não possam ser agarradas;
- As fêmeas, ao se sentirem ameaçadas, ou, até mesmo, quando se sentem invadidas (quando existe um outro animal na área delas, por exemplo), jogam jatos de urina em quem tentar manipula-las, para se defenderem. Este acto pode ser mais comum em fêmeas que acabaram de dar a luz.
No entanto, comigo nunca aconteceu morderem nem jogarem jatos de urina, normalmente são muito carinhosas.
Como cuidar delas?
Elas são animais que não tem muitas dificuldades de criação nem são dispendiosas, basicamente uma chinchila precisa de:
- Uma gaiola alta para que ela se possa movimentar e saltar
- Objetos para roer, como por exemplo, um cubo de cálcio
- Toca, para se esconderem e dormir
- Banheira
- Raçã, feno ou alfafa e frutos, como maçã, pessego entre outros não ácidos e ocasionalmente uma passa de uva
- Água fresca
- Areia em pó para o banho
- Serragem ou areia de gatos para o fundo da gaiola de modo a evitar maus cheiros e doenças
- Ambiente seco, ventilado, sem sol directo e abaixo de 25 graus.
- Muito amor e carinho
As chinchilas são animais muito limpos, não existe nenhum caso de passarem alguma doença para os humanos e vice versa.
Com relação a alimentação é necessário alimenta-las 1vez por dia, cerca de duas colheres de sopa de ração e alguma alfafa / feno . Não se deve alimenta-las em demasia, mesmo que elas já tenham comido tudo, a não ser no caso de uma fémea prenha. A água deve ser dada a vontade e ser fresca e limpa.
Alguns problemas de saúde que podem levar á morte a sua chinchila:
STRESS CALÓRICO
- Características: A chinchila mostra-se mole, tem reflexos reduzidos e dificuldade em se locomover.
- Prevençőes: O Stress calórico é causado por a chinchila estar na condiçăo de năo suportar mais o calor. Isso deve-se tanto ao ambiente, quanto a atividade dela. Normalmente um aliado ao outro é inevitável que năo ocorra o Stress calórico. Por isso o ideal é, em dias de calor não soltar a chinchila.. Quando estiver muito quente o ideal é ligar o ar-condicionado que propicia um ambiente de ar seco e frio, que é o ideal para chinchila, mas caso năo tenha existe muitos truques como: dar pequenas pedras de gelo para as chinchilas lamberem, congelar um volume grande de água (uma garrafa ) e deixa-la em cima da gaiola por cima de uma pano para que a água derretida năo pingue dentro da gaiola, ligar o uma ventoinha para circular o ar (mas năo diretamente em cima da chinchila), colocar um azuleijo na gaiola para ela se deitar.
- Tratamento: Caso, por algum motivo a chinchila esteja passando por isso, vocę terá que tomar medidas drásticas, abra o congelador e coloque a chinchila lá dentro (mas năo feche a portinha) e observe se ela recupera alguns movimentos, caso năo tenha nenhuma reaçăo, uma última recomendaçăo é feita e somente em casos extremos deve ser usada, coloque água da torneira numa bacia até a altura do pescoço da chinchila e depois coloque-a la dentro com a cabeça de fora, năo coloque água gelada, pois ela pode sofrer choque-térmico e assim seria fatal.
- Características: Fezes moles a quase liquidas.
- Causas: Petiscos (uva passa, ameixa seca, etc) em exagero, troca de Raçăo, alfafa mofada.
- Tratamento: Suspender a alimentaçăo por 12 horas deixando somente água, caso năo melhore deixar por mais 12 horas. Se mesmo assim năo obter melhora procure um veterinário. No caso delas estarem quase líquidas, procure imediatamente. Algumas frutas tem o efeito de prender e podem ajudar, maça sem casca, banana. Tostas também ajudam a prender. Lembre-se o intestino está desregulado entăo năo dę nada em excesso. Depois que sentir a melhora, poderá ir retornando com a raçăo aos poucos, os outros alimentos somente retorne quando ela já estiver melhor.
- Características: Fezes muito secas e pequenas, ou até mesmo sem fezes.
- Tratamento: Exercícios e alimentar com alfafa em rama e ameixa seca também pode ajudar.
- Características: Fezes amolecidas com algum tipo de material junto ou com bolhas, perda do apetite e dificuldade em andar.
- Tratamento: Infecçăo é um assunto mais delicado que é sempre recomendável que se vá a um veterinário, pois o tratamento é feito com medicamentos.
- Características: Come ou rói o próprio pêlo ou até de outras chinchilas.
- Causas: Stress, Falta de Ferro, Disposiçăo Genética.
- Tratamento: Como năo podemos saber exatamente qual o motivo, devemos deixa-las mais calmas se tiverem muito agitadas, suprindo suas necessidades de alimentaçăo e mesmo de companhia de outras chinchilas, mas somente as que năo gerem mais stress. Suprir também a falta de ferro, essa atitude deve ser feita após a eliminaçăo do stress, para averiguar se o motivo năo era o stress e assim năo exagerar com o ferro.
- Características: Pelo mais fino e começa a cair revelando a pele avermelhada, possibilitando ver o couro da chinchila.
- Causas: Normalmente por falta de higiene, falta de banho ou ambiente desregulado com humidade mais alta propícia ao desenvolvimento de fungos.
- Tratamento: Separe a chinchila das outras, se houver, pois pode se alastrar. Procurar o veterinário para ele recomendar um fungicida para voce eliminar os fungos e os pelos poderem voltar a crescer. Lembre-se de tratar muito bem esses casos, pois os casos que năo săo bem tratados podem voltar mais fortes ainda.
- Características: Secreçăo, irritaçăo, inchaço nos olhos ou até mesmo eles fechados.
- Tratamento: Limpar o local com algodăo humidecido em soro fisiolósico, se persistir os sintomas, procure um veterinário, este tipo de doença pode levar a chinchila a cegueira.
- Características: Olhos lacrimenjantes, secreçăo no nariz.
- Tratamento: Cortar o banho, mante-lo aquecido (cuidado com o como vai fazer isso, lembre-se que chinchilas năo suportam o calor) e oferecer bastante água. Caso os sintomas estejam muito fortes, encaminhe a um veterinário.
- Características: Apesar de năo ser uma doença e năo acontecer frequentemente, as chinchilas podem se machucar as vezes brigando uma com a outra ou nos passeios e nas gaiolas.
- Tratamento: Limpe o local com soro fisiológico e use anti-séptico, tome sempre cuidado para ver se ela năo estará a mecher muito no corte e todos os dias refaça o procedimento até a cicatrizaçăo.
- Características: Perda de equilíbrio, musculatura tensionada, começa a tremer e contorcer e tem dificuldade em se locomover.
- Causas: Excesso de atividade, fadiga física e emocional, falta de nutrientes como cálcio, ferro, magnésio, falta de alimentaçăo.
- Tratamento: Suplemento alimentar, de vitaminas e cálcio. Mas como sempre, é altamente recomendável leva-la a um veterinário, pois além de poder estar indicando algum outro problema algumas consequencias das convulsőes podem ser irreversíveis.
- Características: Anéis de pelo em volta do pénis.
- Causas: Os machos limpam sempre os seus pénis, pois podem-e agarrar pêlos neles, mas principalmente depois da cópula, eles devem limpar melhor para năo formar anéis de pelo, caso eles năo façam bem a limpeza deve-se retirar os anéis para năo causar problemas futuros.
- Tratamento: Retirar os anéis com lubrificante a base de água. Se achar que vai aleijá-lo leve a um veterinário.
- Características: Coça a orelha frequêntemente, corre em círculos, secreçăo na orelha.
- Tratamento: Suspenda o banho e leve a um veterinário.
- Características: Perda de apetite, fica apática, perde peso e em alguns casos começa a babar e lacrimegar.
- Causas: Falta de desgaste, má formaçăo ou fator genético.
- Tratamento: Deve-se levar ao veterinário para ele poder cerra-los, normalmente é irreversível e deve-se cuidar constantemente.
A genética das chinchilas:
Alelos: um alelo é um par de genes com a mesma característica. Neste caso tratam-se de alelos relacionados com as cores, mas existem mais coisas a considerar no caso das chinchilas: o tamanho, qualidade do pêlo e o temperamento.
Genótipo: é o material hereditário do ser vivo, ou seja, os genes que possui e que determinam as suas características. O genótipo não muda, excepto se ocorrerem mutações genéticas.
Fenótipo: consiste em características que o ser vivo apresenta que podem ser vistas a olho nú ou com aparelhos próprios. O fenótipo de um ser vivo pode mudar com o passar do tempo, do nascimento até a sua morte.
Gene: unidade básica da hereditariedade. As características hereditárias são controladas por um par de genes. Estes pares de genes ou alelos podem ser dominantes ou recessivos.
Gene Dominante: é um gene com uma determinada característica que se irá desenvolver na descendência, esta presente no material genético de um dos pais.
Gene Recessivo: é um gene cuja característica não aparece expressa, no estado heterozigótico.
Heterozigótico: a chinchila carrega consigo um par de genes diferentes. Um dos genes é recessivo e o outro é dominante. Só um dos genes aparece visível (o dominante), no entanto a chinchila pode transmitir a sua descendência o gene recessivo. Por exemplo: uma chinchila bege heterozigótico tem o gene bege dominante e um gene cinzento recessivo.
Homozigótico: a chinchila carrega consigo um par de genes iguais, que podem ser dominantes ou recessivos.
Por exemplo: uma chinchila cinzento standard possui dois genes recessivos enquanto que uma chinchila bege homozigótico possui dois genes dominantes.
As mutações podem ser, tal como já foi referido anteriormente dominantes ou recessivas. As mutações dominantes são aquelas que quando cruzadas com chinchilas cinzento standard dão à luz descendentes na percentagem de 50% cinzento standard e 50% de cor mutante.
Na primeira geração os filhotes nascem já com uma das mutações dum dos seus pais.
As mutações recessivas, quando reproduzidas com cinzento standard, nascem filhotes apenas cinzento standard na 1º geração, mas os descendentes carregam consigo o gene da mutação.
Alguns exemplos de cruzamentos:
Cinzento Standard com Cinzento Standard
A cor cinzenta apresenta dois genes recessivos que vamos representar com duas letras minúsculas (bb). Através do quadro de Punnet vamos observar que toda a descendência terá dois genes recessivos.
b
b
b
bb
bb
b
bb
bb
Heterozigótico Bege com Cinzento Standard
A cor bege heterozigótico carrega consigo um gene dominante (B) e um gene recessivo (b), o cinzento standard carrega consigo dois genes recessivos (bb).
b b B Bb Bb b bb bb O resultado é de 50% de crias heterozigótico bege e 50% de crias cinzento standard.
Homozigótico Bege com Cinzento Standard
A cor homozigótico bege carrega consigo dois genes dominantes (BB) e a cor cinzento standard carrega dois genes recessivos (bb).
b
b
B
Bb
Bb
B
Bb
Bb
Neste caso todas as crias vão ser heterozigótico bege (um gene dominante e outro recessivo).
Tal como foi referido no capítulo das mutações relativamente ao gene letal que existe no cruzamento entre chinchilas veludo e chinchilas brancas, vamos apresentar dois quadros de Punnet
Branco (Mosaico, Prateado, Rosa) com Branco (Mosaico, Prateado, Rosa).
A cor Branca vai ser representada pelas letras Ab
A
b
A
X
Ab
b
Ab
bb
Neste caso 50% das crias vão ser brancas, 25% são cinzento standard e 25% são o gene letal.
Veludo Preto com Veludo Preto
A cor Veludo Preto vai ser representada pelas letras Db
D
b
D
X
Db
b
Db
bb
Neste caso 50% das crias vão ser veludo preto, 25% são cinzento standard e 25% são o gene letal.
Que tipos de chinchilas existem?
São conhecidos quatro espécies de chinchilas no mundo:
Chinchila Real: Esta foi a maior chinchila entre as espécies, chegava a medir 38 cm. Vivia nos mais altos cumes da Cordilheira dos Andes, acima de 3.000m de altura. Possuía pêlos muito compridos e bastante densos (aproximadamente 3,5 á 4cm). Suas orelhas eram grandes e redondas, medindo 4cm. Sua cauda media 7cm, mas parecia mais longa devido ao comprimento dos pêlos. Possuía 5 dedos nas patas dianteiras e 4 nas traseiras, assim como as demais espécies. As fémeas possuíam 6 bicos de mamas. O último animal desta espécie foi encontrado na Cordilheira Real; foi empalhado e exposto no museu de Frankfurt, Alemanha. Portanto, esta espécie está extinta no mundo.
Chinchila Brevicaudata: Esta espécie viveu na Argentina em lugares montanhosos e bem altos, sendo também encontrada na Bolívia e no Peru. A sua pelagem, adequada ao seu habitat, era bem clara e bastante alta (2,5 a 3 cm). Para protege-la do frio intenso. Possuía um aspecto lanoso, fazendo redemoinhos. Era um animal grande, pesando cerca de 800g e medindo aproximadamente 32 cm, a cauda media 2 cm. As suas orelhas eram pequenas e arredondadas para que não congelassem. A sua gestação era a mais longa que a Chinchila Lanígera, 128 dias e nascia apenas 1 filhote por gestação, pois o frio muito intenso não permitia que o animal pudesse criar mais de 1 filhote. A Chinchila Brevicaudata também está em extinção, porém, existem rumores de sua existência selvagem nas montanhas de Jujuy e Salta.
Chinchila Costina: Como o próprio nome já indica, esta chinchila habitou a cordilheira da costa chilena. Seu habitat natural é bastante quente e por este motivo, todo seu organismo foi adaptado á isso. É um animal de corpo relativamente pequeno e alongado, sua cabeça é angular e suas orelhas largas, a chamada "conformação arratonada". O seu pêlo é bem curto, sedoso e mais escuro. Os conhecedores dizem que é um animal bastante nervoso, bravo. Sua gestação é igual a espécie Lanígera, 111 dias. Porém, é uma chinchila bastante prolífera, podendo ter 4 filhos por parto, com possibilidades de cruzamentos após o parto. Esta espécie é considerada a mais numerosa, existente na natureza. Algumas entidades Chilenas, comprovam a existência destes animais no Chile. Existe uma Reserva Nacional das Chinchilas (Chile), que foi criada em 1997, com o intuito de preservar esta espécie.
Chinchila Lanígera: Esta é a única espécie existente no mundo hoje, criada em cativeiro. Para a comercialização de peles e também como animal de estimação. A sua cor original (natural, selvagem) é a cor cinzenta, ou standard. Apartir desta cor surgiram inúmeras cores diferentes de animais, que são chamadas de Mutações Naturais. Sabe-se atualmente que existem mais de 64 cores diferentes de chinchilas, cada uma com uma beleza indescritível. Mas muitas delas ainda não existem em Portugal.
A seguir, mostraremos algumas das cores dessas chinchilas.
Os VELVETs carregam o gene letal e não podem cruzar entre si para não correr-se o risco de sair uma cria morta.

CINZA - STANDARD
Como já foi mencionado é a chinchila em seu estado natural. Cinza (podendo ser claro, ou escuro quase chegando ao preto) com a barriga branca ou amarelada. Orelhas, patas, fucinho e olhos escuros.

Veludo Castanho - É a cor resultante do cruzamento de um Veludo Preto com um Bege. A cor castanha vai de um tom escuro a um tom claro. Os olhos são vermelhos escuros, as orelhas são cor-de-rosa.

BEGE
Heterozigótico - Possui a barriga clara, um branco puxado para o bege ou creme, o dorso varia de um Bege mais escuro (como se estivesse coberto por uma capa dourada, loira), ou um tom de Bege levemente mais escuro que a barriga. As suas patas, fucinho e orelhas são rosadas e os olhos normalmente vermelhos.

Bege Homozigótico-O pêlo é um creme mais claro. Os olhos são rosa claro com íris branca, as orelhas são rosa e a barriga é branca.
A diferença entre o Bege Homozigótico e o Bege Heterozigótico é a seguinte: o Bege Homozigótico possui dois genes dominantes, enquanto que o Bege Heterozigótico possui um gene dominante e outro recessivo.
BRANCO - WHITE WILSON
O Branco, não precisa de muitas explicações, esta foi a primeira mutação a aparecer de uma chinchila cinzenta. Ela é totalmente branca com excessão dos olhos que são pretos e as orelhas que são cinzentas. Assim como os velvets o branco também possui o gene letal e não deve-se cruzar entre si ou entre as mutações que ele gera como a Mosaico, Prateada ou Branco Rosa.

Branco Rosa -A chinchila é branca. Os olhos são vermelhos, as orelhas são vermelhas. Por vezes podem aparecer manchas beges muito claras no branco e neste caso é chamado de Bege Mosaico ou Mosaico Dourado.
Tal como no caso da cor Veludo Preto, todas as cores brancas também carregam consigo um gene letal.

ÉBANO - EBONY
Ébano já é uma palavra que significa tudo o que esta chinchila representa, ela é muito escura, indo de um preto mais claro até um preto total. Os níveis são medidos em Light Ebony, Medium Ebony, Dark Ebony e Homo Ebony. Os 3 primeiros são heterozigótico ou seja o pelo não é totalmente igual na distribuição do seu corpo, já o último é homozigótico e é o mais escuro além de todo de uma mesma cor dominante. Nesta cor a barriga também é escura e não branca como no Black Velvet.

Black Velvet - Foi a primeira a ter as características VELVET, foi a geradora desta caracteristica. Este animal possui a cabeça bem escura (negra), e este tom de negro desce por seu dorso como uma capa preta, caindo por seu corpo como um degradê de negro, passando pelo cinza, chegando ao branco em sua barriga. As orelhas são claras e os olhos escuros.

MOSAICO - WHITE MOSAIC
A Mosaico vem de um cruzamento de uma chinchila que possua o gen White Wilson com uma Black Velvet ou Standart. Ela é chamada assim por ter várias formas e mistura de cores no seu pelo, misturando o Branco com o Preto (no caso da Black Velvet) ou Cinza (no caso da Standart).

PRATEADA - SILVER
A Prateada normalmente vem de um cruzamento de um Branco com uma Cinza e por isso mistura-se os pelos brancos com os cinzas dando a aparencia de prateado.
Tan -A cor deriva do cruzamento entre a cor Ébano e a cor Bege.
O pêlo pode ir dum tom bege ao tom castanho (chocolate). Os olhos são cor-de-rosa, as orelhas são cor-de-rosa e as patas são também cor-de-rosa.
Carvão - O dorso varia de cinza muito escuro até ao preto. A barriga é de cor marron.
Violeta - O pêlo é um cinzento muito claro com sub pêlo branco. Os olhos são escuros, as orelhas são cinzentas e a barriga é branca.
Safira - O pêlo é azulado, a barriga é branca. É uma cor extremamente rara.
Cio
Na maioria das vezes, as chinchilas atingem a maturidade sexual dos seis aos nove meses de idade. As fémeas entram no cio a cada 28 dias, e o cio pode durar até cinco dias, aproximadamente.
Quando a fémea está no cio, possui um formato anatômico e está fisiologicamente pronta (os órgãos genitais devem estar bem limpos, sem nada que impeça o orifício vaginal) para acasalar. Em alguns casos, é fácil identificar esse período, pois algumas apresentam um inchaço e uma cor mais avermelhada na vagina.
Quando a fémea está no cio, o macho fica impaciente e corre atrás dela abanando o rabo e emitindo um som específico de cópula. A fémea é bastante receptiva a ele durante o cio e logo depois do parto é aconselhável separá-los pois as fémeas costumam rejeitá-los e, também, não é recomendável que cruzem logo em após ela de ter dado à luz.
Gestação
O tempo de gestação das chinchilas é de 111 dias e podendo ocorrer em qualquer época do ano, mas alguns criadores dizem que o período de maior fertilidade é durante o inverno. No primeiro mês de gravidez, as fémeas perdem de cerca de 30g de seu peso. A partir do segundo mês elas chegam a engordar até 60g, chegando a atingir de 120 a 180g nos últimos meses. Dez dias antes do parto, elas perdem 30 g.
Além do aumento de peso, você poderá observar outras mudanças. No caso da primeira gestação, observe o crescimento dos bicos dos mamilos - que surgem somente quando engravidam da primeira vez. Os mamilos e as glândulas mamárias ficam inchados e avermelhados. É fácil notá-los até mesmo soprando os pêlos na região lateral. Quanto maiores eles forem ficando, mais próximo está o dia do parto. Da segunda gravidez em diante, os mamilos já estarão formados e só poderá ser observado o aumento e inchaço deles. Outro indício da gestação é o tamanho do abdómen. Com o passar dos dias, eles ficarão mais largos para os lados. Além disso, ela ficará mais cansada passará grande parte do tempo deitada e pouco activa. Esse quadro é mais perceptível quando está a chegar o momento do nascimento. A chinchila poderá ter perda de apetite, um ou dois dias antes de parir, bem como a falta de vontade de interagir com pessoas e com os companheiros. Algumas ficam bravas quando alguém tenta-se aproximar.
Cuidados com a Gestante
Normalmente, não é fácil descobrir no início da gestação das chinchilas. Em alguns casos, a gravidez chega a ser imperceptível. Caso repare que sua chinchila está mesmo esperando filhotes, evite apalpá-la e apertá-la demais. Se notar que ela se irrita na presença das outras, evite deixá-las por perto, impedindo que a fémea se stress.
É importante tomar esse e mais alguns cuidados com a mamã. Reforce sua alimentação, forneça bastante alfafa (em rama, principalmente), suplemento alimentar (de cálcio e vitaminas) e bastante água fresca; para que tenha uma gestação saudável. A alfafa ajuda na lactação.
Parto
O parto ocorre, normalmente, pela manhã ou de madrugada, durando de uma hora e meia a três horas, podendo prolongar-se. Em média, as chinchilas têm dois filhotes por parto, podendo ter até duas ninhadas por ano.
A fémea faz todo o "trabalho de parto" sozinha. Quando está a chegar a hora, ela começa a emitir barulhinhos e fica de pé, sob as duas patas traseiras, baixando a cabeça em direção a vagina. As contrações vão aumentando com grande intensidade. A bolsa rompe-se e quando o filhote estiver na posição correta, ela retira-o usando os dentes.
Existe um tempo entre o nascimento de um filhote e outro para que a mãe possa "lambê-los". Desta forma, ela retira todos os resíduos da placenta ou membranas fetais, preparando-os para mamar. Embora pareça um tanto estranho, é comum a mãe comer a placenta após o parto, bem como alguns pedaços de serragem que ficam sujos de sangue para que tudo fique limpo.
Após todo o parto, a mãe amamenta os bebês com calma e doçura. Existe apenas um risco de aleijá-los, no caso deles "morderem" os mamilos da fêmea com os dentinhos, irritando-a. Isso pode levá-los até à morte.
Também é interessante observar se a mãe está a dar conta de todos. Pode acontecer da mãe rejeitar algum bebé, se esse nascer mais fraco e menor, priorizando algum que já seja mais forte. Não é muito aconselhável ficar interferindo neste processo, mas se notar que o bebê fica "excluído" do calor da mãe e não consegue mamar, talvez você precise pegá-lo, aquecê-lo e amamentá-lo com um biberão específico, e leite que se vende em clinicas veterinárias.
É importante, também, suspender o banho da mãe durante, aproximadamente, 10 dias após o parto. Assim, evitaremos problemas de conjuntivite e irritações nos olhos dos bebês, bem como infecções vaginais na mamã.
